◉Atualizado em 02/08/2026 · 17:22 (BRT)
Bauru (SP) completa 130 anos em 2026 com uma identidade gastronômica que vai muito além do lanche mais icônico do Brasil. A cidade do centro-oeste paulista apresenta opções variadas, influenciadas pelo histórico de imigração italiana e japonesa e também pela chegada de pessoas de várias regiões do país. Para quem mora ou passa pela cidade, a mesa bauruense tem muito mais a contar.
Flipper
Para quem quer a experiência mais baurucore que a cidade pode oferecer, o Flipper entrega sem cerimônia. É aqui que vive o bauru original, ao lado de opções a perder de vista, entre x-salada, x-tudo, cachorro quente, porções, milkshakes e sucos naturais. O ambiente carrega aquela energia de lanchonete muvucada só na aparência, com atendentes que sabem exatamente o que estão fazendo e em que ordem. É o tipo de lugar que explica muita coisa sobre a cidade sem precisar dizer uma palavra. E sim, tem maionese verde. Com a ressalva necessária para os desavisados de que o sanduíche bauru sem tomate é misto. (Endereço: R. Henrique Savi, 12-40, Vl Nova Cidade Universitária).
Nakahat Al Amana
A portinha discreta no Jardim Estoril esconde um dos almoços mais honestos de Bauru. O restaurante de culinária árabe é do tipo que não precisa de placa chamativa. A clientela já sabe o caminho. Também é um lugar para ir sem pressa. O cardápio muda todos os dias e gira em torno de receitas de herança, charutos de couve, uva e repolho, arroz cherie, mas a cozinha não tem medo de sair do roteiro, com incursões autorais como o freekeh, grão de trigo defumado ainda pouco visto por aqui. As porções são generosas sem exagero. Aos sábados o shawarma vira o protagonista da casa. As sobremesas são esporádicas, o que só aumenta a graça de ser fiel. Para quem prefere levar, o balcão de salgados árabes é parada obrigatória. (Endereço: R. Capitão Gomes Duarte, 8-60, Jd. Estoril).
Chocolaço’s Torteria
Na mesma vizinhança, outro destaque é a Chocolaço’s. Uma opção charmosa para a pausa do café, com a vitrine voluptuosa repleta de fatias de tortas, barrinhas de brownie e salgados. De quinta a sábado, a estrela da casa é o choux cream, sobremesa de origem japonesa feita de casquinha crocante recheada com creme leve e adocicado, sempre em versões autorais e sazonais que garantem motivo para voltar. Os destaques ficam por conta da versão banoffee, de caramelo com maracujá e da combinação de raspas de coco com abacaxi, que resgata aquela sensação de infância para quem nem sabia que estava com saudade. (Endereço: R. Gerson França, 12-28, Jd. Estoril).
Cobar
Também por ali, com cara de botequim de bairro, o endereço cumpre bem a atmosfera que promete, com o toque autoral do chef Rodrigo Trovarelli. No almoço, o PF tem peso e é bem servido, incluindo filé de sobrecoxa, rosbife de lagarto, shimeji acebolado e tofu na grelha no cardápio fixo, com especiais da semana que incluem feijuca servida com dose de caipirinha. No quesito bar, as porções são o ponto forte, entre fritas caprichadas como coxinha de jaca, bolinho de mortadela e pastelzinho de costela, e opções chapeadas e refrescantes que pedem uma rodada a mais. Os sanduíches da casa completam o menu com toques irreverentes e saborosos. O ambiente acolhedor, drinks gelados e a trilha de samba fazem o resto. (Endereço: R. Capitão Gomes Duarte, 10-8, Jd. Estoril).