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‘Marketing pessoal é transmitir sua essência’

Consultora e psicóloga explicam a importância da boa comunicação, da postura e do visual para quem está começando no mercado de trabalho.

Conheça os pilares do marketing pessoal e como aplicá-los na sua vida profissional (Ilustração: Tiago de Moraes/ZACHPOST)

Kleber Camargo, Tiago de Moraes

“Ser comunicativo”. Praticamente todas as vagas de emprego disponíveis contam com esse requisito. Mas nem sempre quem está começando no mercado de trabalho consegue comunicar e destacar suas próprias qualidades e habilidades profissionais, como explica a consultora de imagem, Giovana Morales. “Não é possível confiar em alguém que não nos olha nos olhos ou está com o olhar disperso, é como acendesse uma luz de alerta no nosso cérebro”. É aí que as noções de marketing pessoal podem ajudar.

“Marketing pessoal não é vestir uma máscara, mas sim transmitir a sua essência”, enumera a consultora, especializada na área profissional. Isso inclui cuidados com a aparência, postura profissional e capacidade de comunicação. “Quando sabemos o que queremos aparentar, o que queremos dizer e qual tom de voz usaremos para isso, as pessoas não estarão nos julgando e sim recebendo com satisfação a nossa mensagem”.

Choque de cultura

As regras, exigências e a mudança de rotina podem parecer assustadoras para quem está começando um emprego novo. A psicóloga Raquel Moraes explica que a insegurança é bastante normal nos primeiros dias de adaptação. “Muitas empresas têm uma cultura organizacional bastante rígida, isso pode provocar um choque para as pessoas sem outras experiências profissionais ou acostumadas com ambientes mais informais”.

Avaliar a postura individual pode ser um ótimo começo, enumera a psicóloga. “É importante que a empresa faça com que o profissional se sinta bem acolhido e integrado na rotina de trabalho, mas o funcionário que está começando precisa também avaliar o próprio comportamento, se está tomando decisões racionais ou agindo por impulso, entre outras coisas”.

Neste sentido, a consultora de imagem Giovana Morales elenca a importância da coerência na postura profissional. “A comunicação, postura e aparência devem estar alinhadas e comunicando a mesma mensagem para que haja congruência. O RH não deve olhar para o modo como a candidato se veste, mas para o que ele está comunicando e se esse perfil representaria bem a empresa. Já o candidato deve pesquisar sobre a empresa e alinhar sua comunicação verbal e não verbal”.

De olho no guarda-roupa

O código de vestimenta no ambiente profissional pode até ter ficado mais flexível nos últimos anos, mas isso não significa que roupas de academia são bem-vindas no escritório. “Invista em peças em tons neutros, calças em tons escuros e acessórios. Aquela calça preta, blusa branca combinada com um acessório, se adapta bem na maioria das ocasiões. Aproveite o acessório para mostrar um pouco mais da sua personalidade, é importante se atentar ao local, se for um ambiente mais formal, prefira acessórios mais sociais”, recomenda a consultora de moda profissional Giovana Morales.

Uma dica é organizar o guarda-roupa agrupando as peças que podem ser usadas no dia a dia do trabalho, para sair e as peças de usar em casa. “Insisto com minhas clientes na organização do guarda-roupa, um armário que funciona otimiza tempo e dinheiro”.

Mas as empresas também podem errar nas exigências relacionadas a aparência do profissional, como notado pelas recentes polêmicas envolvendo cabelos afros e roupas étnicas. “É assédio moral. As empresas falham a partir do momento que se concentram apenas na aparência do profissional”.

A importância da autoconfiança

Não existe resposta simples para a falta de autoconfiança. De acordo com a psicóloga Raquel Moraes, além de prejudicar o desempenho e a comunicação no ambiente de trabalho, a insegurança pessoal pode estar relacionada a outros fatores.

“É natural sentir medo. Mas nem sempre esse receio está relacionado com algo realmente ameaçador. Ser reticente, inseguro, principalmente no mercado de trabalho, pode ser um indício de falta de autoconfiança e autoestima. Não dá para esperar que outras pessoas enxerguem seu potencial se nem mesmo você acredita de verdade. Por isso é importante o acompanhamento de um profissional para avaliar as causas e uma abordagem adequada para melhorar esses aspectos”.

Publicado originalmente no Medium.

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